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30 mistérios que desafiam o raciocínio humano: Relâmpagos Globulares

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Você provavelmente já viu um relâmpago durante uma tempestade, não? Eles são rápidos e geralmente tem sempre o mesmo comportamento. No entanto, existe um fenômeno que envolve os relâmpagos que ninguém sabe explicar. Esse mistério é chamado de “Relâmpagos Globulares”.

Relâmpagos globulares, ou raios-bola (ball lightning), são esferas luminosas que aparecem geralmente durante tempestades, possuem comportamento imprevisto e desafiam o Conhecimento Estabelecido há muitos anos. Não, não, não se trata de um Kamehameha, Hadouken ou um Fuuton Rasengan Shuriken mas é algo parecido. Até as últimas décadas do século XX, eles eram considerados uma ilusão de ótica, fraude, ou erros de interpretação das testemunhas.
O crescente número de relatos, contudo, mobilizou considerável volume de recursos e pessoas dispostas a tratá-lo com seriedade. Como é natural, a dificuldade em obter explicações consistentes dentro do paradigma mantém viva a resistência em admitir sua efetividade, de modo que a realidade concreta de muitos dos eventos continua sendo motivo de questionamento na comunidade científica.
Teoricamente, o relâmpago globular não poderia existir. Ele vai contra algumas leis da física que conhecemos e isso deixa muitas pessoas irritadas.
Existem inúmeros relatos de testemunhas oculares do fenômeno, desde muitos séculos. Segundo aqueles que já o viram, o relâmpago globular é um espetáculo apavorante:
A bola luminosa aparece de repente, avança para a pessoa emitindo um forte ruído, pode às vezes queima-la, danificar objetos, e não raro desaparece após violenta explosão.
Diana de Poitiers (amante de Henrique II, da França), por exemplo, teria sido queimada por uma chama que correu em volta de seu quarto, em sua noite de núpcias em 1557.
Em 1596, segundo um relato, algo alarmante aconteceu enquanto o Dr. Rogers pregava seu primeiro sermão na Catedral de Wells: “Em seu sermão, de acordo com um texto que escolhera, e não tendo feito oração, ele começou a discutir os espíritos e suas propriedades; momentos depois, pela janela oeste da igreja entrou uma coisa escura, do tamanho de uma bola de futebol, que seguiu pela parede do lado do púlpito; e, de repente, ela como que se partiu, mas com não menos estrondo e terror do que cem canhões houvessem sido disparados ao mesmo tempo; e com isto caiu uma tempestade extremamente violenta, com relâmpagos e trovões, como se a igreja estivesse cheia de fogo.
Muito impressionante, sem dúvida, mas a respeito de todas essas histórias os cientistas que posteriormente se ocuparam do fenômeno continuaram a encará-lo como um enigma: ninguém conseguia decidir se o relâmpago globular existia ou não. É bem verdade que não houve nenhum problema antes que a “era científica” trouxesse novas descobertas sobre a natureza da eletricidade: as pessoas contentavam-se em admitir que o relâmpago em forma de bola, como o trovão ou a chuva torrencial, era apenas mais uma manifestação do universo imprevisível e não poucas vezes hostil.
Já no século XIX, porém, os que estudavam a eletricidade não conseguiam conciliar seus conhecimentos com a ideia de que algo como um relâmpago pudesse existir em forma de bola, completas em si mesma. Nos laboratórios de pesquisas, eram geralmente tratadas com desdém notícias como esta, de 1892:
… a família estava na casa, com as portas e janelas abertas, quando uma bola luminosa pareceu saltar do fio, passou pela porta aberta e uma janela, seguiu seu curso por algumas varas através do espaço aberto por trás da casa. Um menino que estava na sala agarrou o polegar gritando: “Estou ferido”, e o Sr. Hewett sentiu, durante algum tempo, uma sensação no braço esquerdo. Uma menina pegou seu xale e saiu correndo da casa para perseguir a bola. Disse que a perseguiu durante certa distância, enquanto ela se afastava saltitando, até que pareceu dissipar-se no ar sem nenhuma explosão…
Em tempos mais recentes muitos cientistas chegaram a admitir que, afinal de contas, os relâmpagos em forma de bola talvez existam. Isto se deve, de um lado, ao desenvolvimento dos conhecimentos de meteorologia e de física do plasma, permitindo criar um quadro dentro do qual se pode examinar e principiar a compreender o problema, e, de outro lado, ao fato de que não tem diminuído o número de relatos de testemunhas oculares. Houve, por exemplo, uma extraordinária manifestação do fenômeno na pequena estação balneária escocesa de Crail, em agosto de 1966.
Na tarde em questão, a Sra. Elizabeth Radcliffe voltava para casa, andando por um caminho de concreto perto da praia:
Ergui os olhos e vi o que julguei ser uma espécie de luz e, quase no mesmo instante, ela se transformou numa bola, de tamanho mais ou menos entre uma bola de tênis e uma bola de futebol. Cruzou o caminho e mudou ligeiramente de cor, ficando como a do chão. Depois, passou sobre a grama e ficou esverdeada e, logo, com grande rapidez, desapareceu na direção do café, onde explodiu
Dentro do café, encontrava-se a Sra. Evelyn Murdoch, que cozinhava na ocasião para os fregueses. Conta ela:
O café estava cheio e tudo estava normal. De súbito, houve um tumulto medonho: sons horríveis de coisas estalando, aumentado o tempo todo. Olhei pela janela da cozinha e vi pessoas correndo da praia, gritando, berrando e o barulho ficou mais forte. Repentinamente, um estalo violento. Pareceu que abalava toda a casa e toda o cozinha se iluminou com uma luz ofuscante. Nunca vi uma coisa dessas em toda minha vida… Os fregueses correram para a rua e um homem com uma perna de pau, que ocupava geralmente uma mesa junto ao balcão, correu junto com o resto. Nunca vi gente fugindo com tanta rapidez em toda minha vida.
Mais tarde, a Sra. Murdoch descobriu que a grossa coifa de ferro fundido que ficava em cima do grande fogão do café se partira de um lado a outro. A filha dela, Sra. Jean Meldrum, encontrava-se em visita ao café quando a bola de fogo caiu. Deixara seu bebê no carrinho do lado de fora e, logo que o estranho barulho aumentou, correu para ir buscá-lo. Este o momento em que viu a bola de fogo:
Era de um alaranjado luminoso no centro e branco puro em toda a volta e rolou pela parede do café. Foi até a janela e quando me levantei para ver o que era aquilo, a coisa saiu pela janela, bateu no meu peito e simplesmente desapareceu.
Num estacionamento próximo de trailers, a Sra. Kitty Cox saíra para passear com seus dois cães. Diz ela:
De repente, houve aquele ensurdecedor estampido de trovão e, então, diretamente à nossa frente, ouvi gritos e vi crianças correndo e depois aquela bola sibilante apareceu diante de mim, arrastando o que parecia uma fita de cobre, de alguns centímetros. Meus cães entraram em pânico e eu fiquei olhando, enquanto ela passava com grande rapidez, sibilando e zumbindo, e se encaminhou para o mar.
Dos EUA vem a extraordinária história de Clara Greenlee e seu marido, que viram uma bola de fogo vermelho-alaranjada atravessar a parede do quintal concretado de sua casa em Crystal River, Flórida. Do tamanho de uma bola de basquetebol, ela rolou pelo chão; a Sra. Greenlee bateu nela com o mata-mosca, que por acaso tinha na mão. A bola explodiu com o som de tiro de espingarda. “isso deve ter matado a mosca”, disse a Sra. Riggs, vizinha de Clara Greenlee.
No Camerum, África, em 1960, a Sra Joyce Casey dirigia-se para a cozinha, certa noite, quando “uma coisa parecida com um farol de carro” correu pelo corredor em sua direção. Aproximou-se dela, virou, entrou no banheiro e desapareceu pelo vaso.
Um dos mais detalhados registros feitos por um cientista é o do Professor R. C. Jennison, dos Laboratórios de Eletrônica da Universidade de Kent, que presenciou um aparecimento em circunstâncias inusitadas e alarmantes. Foi em março de 1963. Conforme escreveu ele na revista Nature, encontrava-se a bordo de um avião da Eastern Airlines, num voo entre Nova York e Washington, sentado em uma das poltronas da frente, quando a aeronave se viu colhida por uma violenta tempestade elétrica. O avião “foi envolvido por uma súbita, ofuscante e aterradora descarga elétrica” e, alguns segundos depois, uma esfera incandescente, de uns vinte centímetros de diâmetro, emergiu da cabine do piloto e veio descendo pelo corredor, aproximadamente a meio metro de minha poltrona, mantendo a mesma altura e o mesmo curso dentro do campo de observação”. Um aspecto desse aparecimento lança dúvida sobre uma teoria largamente aceita, a de que o relâmpago globular seria apenas uma ilusão de óptica, uma “imagem residual” ou persistente deixada na retina pelo relâmpago comum. Isso porque o Professor Jennison informou também que a bola foi vista por outra pessoa além dele, uma “apavorada aeromoça que estava sentada, com o cinto apertado, no lado oposto e mais para a parte traseira do avião. Ela viu a esfera continuar pelo corredor, até desaparecer finalmente na direção do toalete.”
Os relâmpagos globulares também já foram fotografados, embora alguns cientistas desconfiam desse elemento como prova documental, acreditando que é fácil confundir um fenômeno luminoso com outro. Mas houve alguém que não só conseguiu instantâneos (imagens fixas), como ainda um filme de 16 mm do que pode ter sido perfeitamente um relâmpago globular. Trata-se do Professor James Tuck, nascido na Inglaterra e hoje naturalizado norte-americano. Ao longo de uma brilhante carreira científica, trabalhou como conselheiro-chefe para assuntos científicos de Lorde Cherwell, colega de gabinete de Sir Winston Churchill, e mais tarde se incorporou ao Projeto Manhattan, em Los Álamos, que produziu a bomba atômica. Tuck ainda reside em Los Álamos e foi lá que ele passou a estudar em laboratório o relâmpago globular, algo que muitos pesquisadores antes dele haviam tentado em vão.
Ouvira ele dizer que o relâmpago globular aparecia de vez em quando em submarinos como resultado de manipulação incorreta da aparelhagem e, às vezes, queimava as pernas dos tripulantes inábeis. Foram frustradas suas tentativas de estudar o fenômeno a bordo de submarinos, mas descobriu que, ali mesmo em Los Álamos, havia uma bateria de submarino de dois milhões de dólares, instalada para outro programa de pesquisas, mas naquele momento ociosa. Obteve permissão para trabalhar com ela e assim iniciou uma série de experimentos “clandestinos”, com Tuck e seus colegas trabalhando no projeto durante a hora do almoço ou fora do expediente normal. Embora produzissem descargas elétricas muito fortes com a bateria, nem ele nem seus colegas conseguiram gerar coisa alguma parecida com um relâmpago globular.
Passando-se os meses, viram-se pressionados para pôr fim aos testes, a fim de que o edifício onde trabalhava com a bateria pudesse ser desocupado e demolido, abrindo espaço para outro programa de pesquisa. De repente, não houve mais tempo. Do lado de fora, os ‘bulldozers’ já esperavam para iniciar a demolição. Os cientistas haviam experimentado quase tudo em que podiam pensar, sem sucesso. Numa final e desesperada tentativa de atingir seu objetivo, resolveram adicionar alguma coisa à atmosfera em torno do comutador. Confeccionaram então uma pequena caixa de celofane em torno do comutador e a encheram de metano em baixa concentração. Achavam que a quantidade de gás, por bastante pequena, não era inflamável – mas apesar disso, tiveram sorte porque estavam agachados atrás de sacos de areia quando o comutador foi acionado. Subiu uma grande labareda e ouviu-se um formidável estrondo. Mais tarde, todos eles se lembravam de como o telhado do edifício voou pelos ares. Assim findou a experiência, mas só depois que mandaram revelar o filme, tirado por duas câmaras colocadas em ângulos diferentes, é que descobriram o que havia acontecido.
Em perto de cem imagens aparecia uma bola de luz de cerca de 10 cm de diâmetro. O Professor Tuck tem certeza de que não se trata de defeito do filme ou de falha no processo de revelação. Mas também não afirma nada, salvo que pode ser algum fenômeno relacionado com o relâmpago globular. No momento, ele tenta classificar as características do fenômeno e já isolou vários fatores potencialmente importantes. Entre eles, que ele geralmente:
  1.  ocorre após um relâmpago comum;
  2.  a bola tem, em média, 15 cm de raio;
  3.  apresenta em geral uma coloração de amarelo para vermelho;
  4.  não é excessivamente quente e costuma produzir um som sibilante.
Com base nessas características, talvez venha a surgir uma teoria aceitável para a maioria dos cientistas. Tuck inclina-se para uma reação química como origem do fenômeno, mas o fato é que a literatura científica transborda de outras teorias, desde “”meteoritos de antimatéria” a variações do tema da ilusão de óptica. Atualmente, a despeito do fato de se conhecer um número crescente de características, com base em relatos de testemunhas dignas de crédito, quase nada se sabe sobre o relâmpago globular, embora os homens de ciência agora se sintam mais confiantes de que um dia poderão explicá-lo. Ainda no campo científico, o pesquisador Jacques Bergier informou na década de 1970 sobre as bola de fogo que:
“o professor Kapitza reproduziu-a em seu laboratório e tirou belas fotos. A bola de fogo é um plasmoide, isto é, matéria ionizada, eletricamente carregada, mantida coesa até o presente por forças desconhecidas. Só que a bola de fogo tem uma existência máxima de 5 segundos e não ultrapassa 25 centímetros. (…) a bola de fogo é aliada a trovoadas, e é provavelmente produzida pela faísca comum. (…) Existem observações de bolas de fogo caindo na água. Uma dessas observações, na qual se pode medir com um termômetro, a elevação da temperatura de uma centelha de água onde a bola caiu serviu depois de base para as estimativas de energia.” 

Entretanto, como já pudemos constatar existem relatos de relâmpagos globulares maiores e de duração bem mais longa que as descritas por Jacques Bergier. A progressiva aceitação do relâmpago globular como fenômeno verdadeiro é um fato que se tem repetido constantemente na história da ciência quando esta se defronta com os mistérios. Hoje, é com espanto que nos lembramos de que a existência dos meteoritos era outrora peremptoriamente negada, tendo sido objeto de veemente discussão na Academia de Ciências da França. Os sábios simplesmente não podiam admitir que caíssem pedras do céu, embora estivessem familiarizados com o aparecimento de meteoros e conhecessem as estranhas “pedras de raio” que haviam caído na França, não encontravam meio de estabelecer uma ligação entre os dois fenômenos, estabelecer uma ligação entre os dois fenômenos, primeiro porque não existia um registro organizado de observações, e segundo porque não havia uma teoria científica que os enquadrasse.
Foi necessário que o conceituado físico Ernst Chladni postulasse a existência dos meteoritos para que os cientistas os levassem a sério e passassem a observá-los devidamente. À adoção dessa nova atitude não tardou a seguir-se a confirmação de que realmente os meteoritos caíam do céu.
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30 mistérios que desafiam o raciocínio humano: Ressurreição

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A revista “Planeta” publicou em março de 1978 uma reportagem do jornalista francês Robert Grainville que participou no Daomé (África) de um dos mais impressionantes rituais de iniciação da Magia Negra. Diante dos seus olhos, uma moça que estava clinicamente morta há sete dias foi ressuscitada pelos sacerdotes do orixá Sapata, o deus da terra e da varíola. O relato do jornalista é demonstrado a seguir:

Um grito de dor, após o ritual em homenagem ao orixá Sapata.
A moça, que estava clinicamente morta, volta à vida.
Marcando o ponto culminante da festa da ressurreição, uma das cerimônias mais importantes entre os f fons do Daomé.
Um povoado africano, em meio à densa floresta tropical do Daomé. As casas circundam um espaço vazio, espécie de praça central. Tudo é ainda silêncio, e ninguém permanece na praça. Mas o dia de hoje não é como os outros.
De repente, do interior de uma das casas maiores, uma espécie de convento, ouvem se gritos lancinantes de mulheres. Como que despertados por esses gritos, os atabaques começam a tocar.
É preciso esperar. Eu, europeu, e os demais habitantes não iniciados temos que aguardar o término da cerimônia de adoração do orixá, feita no interior do convento, e assistida apenas pelos sacerdotes e sacerdotisas. Logo após, no meio da praça, todos assistiremos à demonstração do poder de Sapata (deus da terra e da varíola, correspondente a Omulu e Abaluaé nos cultos afrobrasileiros).
Sapata vai ressuscitar uma jovem, clinicamente morta há sete dias.
Chegar até este povoado, e conseguir autorização para presenciar e fotografar a cerimônia, custou me meses de trabalho e dedicação. Estou aqui graças à bondade do chefe do povoado de Aliada, que é também o líder de todos os rituais religiosos dos fons (a principal etnia do Daomé, que vive ao sul do país). Consegui convencer esse chefe do meu interesse a tudo que concerne ao vodum, a religião dos fons, e ele me convidou a assistir à festa da ressurreição. Entregou me aos cuidados de um de seus filhos, que me explicou cada fase do complexo ritual.
Num instante, os atabaques param de tocar. Cadeiras e bancos são trazidos para a praça central, e os habitantes reúnem se em círculos. Entre eles encontram se os familiares da jovem morta, que trouxeram oferendas a Sapata, a fim de que este traga sua filha de volta de seu reino.
O lento despertar do reino da morte
Os músicos dos atabaques já saíram do convento, e tomaram lugar entre as cadeiras, com seus instrumentos seguros entre as pernas. Recomeçaram a tocar, mantendo o mesmo ritmo, constituindo um estranho e estimulante fundo musical.
Agora são as sacerdotisas que chegam, facilmente reconhecidas pelas inúmeras cicatrizes que ornam sua pele. Com a cabeça raspada, elas se enfeitam com braceletes e colares feitos principalmente de cauris (pequenas conchas, conhecidas no Brasil como búzios e que serviam antigamente de moeda). Além de enfeites, esses objetos têm um importante significado ritualístico  Todas trazem na fronte uma fita ornada com plumas de papagaio: sinal que distingue as sacerdotisas de Sapata. Depois, são os vodum non, feiticeiros, que entram na praça. Em seguida, chega o corpo da jovem morta enrolado num lençol imaculado, carregado por quatro homens. No centro da massa humana reunida, foi deixado um espaço livre sobre o qual ninguém pisa. Nesse espaço o corpo é depositado, e desnudado. A jovem não apresenta nenhuma manifestação de vida. Não respira, não se move. A pele adquiriu uma tonalidade cinza, e apresenta diversas feridas purulentas. Os sacerdotes trazem uma grande cabaça cheia de água, na qual foram mergulhadas diversas plantas.
O canto das mulheres recomeça, monocórdico. Lava se o corpo da jovem com a água da cabaça. Ao mesmo tempo, as sacerdotisas libertam se de seus atributos, e começam a massagear o corpo. O lençol é umedecido, e usado por momentos como sudário.
O trabalho de massagem dura cerca de duas horas, onde se repetem os mesmos gestos e cantos. Algumas pessoas jogam moedas sobre o lençol. Ninguém fala. Pouco a pouco o corpo retoma sua cor normal, negra, mas permanece sempre inerte.
A certo ponto, o silêncio se faz mais profundo. As sacerdotisas se afastam. Chega o lider dos feiticeiros, que se ajoelha ao lado da jovem, inclina se sobre seu ouvido, e grita seu nome com todas as forças. “Ele deve chamá la sete vezes”, diz meu guia e companheiro. E, fora esse grito que se repete, nenhum outro ruído afasta o pesado silêncio. Sete vezes, e nada acontece! Um sobressalto percorre a multidão.
Um oitava vez o nome da jovem é gritado pelo feiticeiro. E, então, ela gemeu! Todos nós somos testemunhas: ela gemeu.
O atabaques e os cantos se desencadeiam: Sapata aceitou que a jovem se torne mais uma de suas sacerdotisas. Imediatamente, a garota tem sua cabeça coberta, e é retirada para o interior do convento. Sua iniciação começou, e ela não deverá ver o mundo exterior.
No povoado a festa vai continuar durante todo o dia e toda a noite. Todos vão comer, beber, dançar e rir muito, contagiados pela típica alegria africana, um estado de espírito que tudo arrasta à sua passagem.
O ritual para ressuscitar é apenas uma parte ínfima dos complexos processos de iniciação ao culto de Sapata, que dura pelo menos três anos. Período durante o qual os jovens discípulos são completamente isolados do mundo exterior.
A cerimônia da ressurreição é, de fato, primordial. O chamado ao novo “filho” do orixá é feito pela própria entidade (que se apodera de seu corpo provocando profundos transes mediúnicos), ou decidido pelos familiares ou pelos outros sacerdotes. A idade média de iniciação, tanto para moças como para rapazes, varia de oito a dezesseis anos. Os dois sexos, se bem que em habitações diferentes, seguem mais ou menos os mesmos ritos e etapas iniciáticas.
Desde sua entrada, o jovem discipulo entra num estado de morte aparente, onde cessam todas as suas funções vitais. Durante sete dias, ele vai permanecer no local sem receber nenhuma alimentação, bebida, ou cuidado. Já nesta primeira etapa, ocorre uma seleção natural: alguns, após sete dias, despertam, e outros, não. Estes últimos Sapata não os quer para servi lo neste mundo, e por isso os guarda junto de si.
Três anos, e Sapata tem mais um sacerdote
Após serem cuidados, e postos em boas condições físicas, os jovens escolhidos irão aprender a linguagem secreta dos iniciados, os cantos, danças, as diversas operações mágicas. Serão feitas cicatrizes em seu corpo, principalmente na fronte, costas, ventre e braços. A cada corte que produzirá uma cicatriz, será proferida uma prece, e um pouco de pó à base de plantas carbonizadas será depositado no interior da carne.
Cada uma delas destina se a proteger o iniciado contra a feitiçaria, os inimigos, e também a lhes dar poder e direta ligação com o grande orixá.
Os discípulos deverão também aprender as propriedades de cada planta mágica ou medicinal, propriedades que tanto podem ser boas como maléficas. Os remédios, as poções, amuletos, não mais terão segredos para eles. Entre essas operações, uma das mais respeitadas e temidas é a cultura do vírus da varíola.
Eles conhecerão cada deus animista, cada ser da natureza, e as cerimônias a eles relacionadas. Mais tarde, para os rapazes, após passarem outras temporadas em reclusão, será permitido servir também a outros desses deuses.
Ao término da iniciação, rapazes e moças retomarão sua vida normal, mas estarão sempre à disposição do grande feiticeiro para os rituais. Periodicamente, retornarão aos conventos durante algumas semanas.
Existem muitas coisas para se descobrir nos meios vodum do Daomé. Os fons constituem uma das últimas etnias que conservam de forma cuidadosa e ciumenta suas tradições religiosas. Foram eles, junto a outras raças africanas, que introduziram o culto dos orixás no Brasil e no Haiti, por intermédio da escravidão. Se bem que possa haver charlatanismo em algumas dessas festas, a sinceridade e autenticidade dessas crenças, o perfeito conhecimento das propriedades das plantas, a força mística dos chefes de culto são elementos dignos de serem aprofundados.
Estudiosos acreditam que a moça se encontrava em um estado chamado “Suspensão de vida” – uma técnica bastante incomum, utilizada por algumas tribos africanas e dominada por monges tibetanos, onde todos os órgãos trabalham com pouquíssimo oxigênio e os batimentos do coração acabam sendo reduzidos a quase zero. Entretanto, embora pesquisas já tenha sido realizadas nessa área, os pesquisadores não consegue explicar como uma pessoa consegue dominar o corpo dessa maneira. Há relatos de monges tibetanos que conseguem ficar nessa estado durante 20 a 30 dias, o que significa que não precisam comer e beber. É amigo, quando você pensa que já viu de tudo…

30 mistérios que desafiam o raciocínio humano: Momo – O Monstro de Missouri

Momo

Hora ou outra essa criaturinha nada agradável resolve aparecer no Missouri, EUA. A primeira vez que se ouviu falar do Momo data de julho de 1971. Duas mulheres faziam um piquenique num bosque da cidade de Louisiana, quando viram um “meio-macaco, meio-homem”, que exalava um cheiro terrível. A criatura saiu de um matagal e aproximou-se delas, emitindo um “leve ruído de gargarejo”. As duas mulheres correram dali, se dirigindo ao carro. A criatura comeu os alimentos do piquenique e voltou ao mato. As duas registraram queixa na delegacia daquela cidade, mas só tornaram o fato público em 1972, depois que casos semelhantes foram declarados por outras pessoas.

Naquele ano, 1972, três crianças brincavam quando viram um animal em pé, ao lado de uma árvore. De acordo com as crianças, a criatura possuia de 1,80 a 2,10 metros de altura e possuía uma densa pelagem negra; carregava debaixo do braço um cachorro morto.
Edgar Harrison, pai das três crianças, viu, três dias depois, uma bola de fogo pousar atrás de um colégio, localizado do outro lado de sua rua. Cinco minutos depois, viu outra bola de fogo cruzar o céu, escutando em seguida um grunhido forte, provindo da colina Marzolf – situada na redondeza da escola -, que parecia descer sobre os observadores, embora nada estivesse visível.
Algumas horas depois, Harrison e alguns amigos decidiram verificar do que se tratava, deslocando-se à escola. Ao passarem por um prédio antigo, sentiram um mau-cheiro, embora nada encontrassem.
Por mais duas semanas, várias pessoas disseram ter visto o Momo. Algumas delas ouviram vozes fantasmagóricas. Uma das vozes dizia “afastem-se da floresta” e outra pedia uma xícara de café (de brigão à faminto, esse Momo…)
A criatura recebeu o nome Momo, por conta da abreviação americana de Missouri – Estado onde houve as aparições -; “MO”, e as duas letras iniciais de “monster” – monstro, em português.

30 mistérios que desafiam o raciocínio humano: OVNI nas profundezas?

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De acordo com o OVNIHoje, em 19 de junho passado, caçadores de tesouros submarinos descobriram um circulo de 12 metros de diâmetro numa profundidade de 87 metros no fundo do Mar Báltico.O grupo de caçadores de tesouros estava usando um sonar para fazer uma varredura do fundo do mar, esperando encontrar restos de navios naufragados que poderiam conter objetos de valores.

A equipe não sabe exatamente do que se trata este objeto e, como já era de se esperar, alguns o estão chamando de “disco voador acidentado“.
Veja o que Peter Lindberg, do time de exploradores disse a respeito do achado:
“A 87 metros de profundidade, entre a Suécia e a Finlândia, eles viram um grande círculo, de aproximadamente 12 metros de diâmetro. Você pode encontrar muitos objetos estranhos neste trabalho, mas durante meus 18 anos como um profissional da área, eu nunca vi nada assim. O formato é completamente redondo… um círculo.”
Aparentemente o objeto deixou um rastro de aproximadamente 300 metros de comprimento até sua posição final. Até agora ninguém explorou o objeto, mas logo deveremos obter mais algumas informações sobre ele… esperamos.
Veja a imagem do objeto gerada pelo sonar:
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(obs: Demorei séculos para achar essa imagem. Em todos os sites que ela estava a imagem não abria… Pq será??)

30 mistérios que desafiam o raciocínio humano: O mistério de Palenque

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Um dos mistérios mais intrigantes que envolve toda a humanidade são a presença de OVNI’s por toda a terra. Há muita especulação a respeito do assunto, mas a grande verdade é que um documento perturbador que diz respeito ao tema encontra-se no México. Em Yucatan foi descoberto no dia 15 de junho de 1952, por Alberto Ruz Lhuillier e uma equipe de arqueólogos um magnífico monumento de forma piramidal, considerado o mais belo de todo o Estado de Chiapas.

Era um túmulo secreto sob o qual repousavam os restos dos Maias da época, que eram seus contemporâneos. Sua altura, 1,70 m, ultrapassava os vinte centímetros a altura média dos indígenas que não nunca ultrapassam os 1,54 m.
No interior da pirâmide, descobriram um sarcófago inviolado, recoberto por uma laje esculpida. Esta pedra, com o comprimento de 3,80 m e largura de 2,20 m, tinham a espessura de 25 cm.
Para quem olha esta escultura com um pouco de atenção, é possível ver nela o esquema de uma máquina voadora pilotada por um homem ou uma mulher. Esta escultura é uma das mais belas e das mais finas de toda a arte pré-colombiana conhecida.
Esses hieróglifos explicam certamente as condições de pilotagem de uma “vimana”. Os “vimanas”, conta-nos a tradição hindu, eram engenhos voadores aperfeiçoados suscetíveis de realizar fantásticas viagens cósmicas. O motivo central que representa o “piloto” permite-nos constatar, que este último traz um capacete e observar a parte dianteira do aparelho. Suas duas mãos estão ocupadas, elas parecem manobrar alavancas. A cabeça do indivíduo repousa sobre um suporte, e um tubo inalador penetra-lhe o nariz.
No conceito maia, o papagaio simboliza o disfarce do deus solar. É este pássaro que se vê sobre o enigma de Palenque. Ele agarra-se à frente do veículo cósmico, e o “disfarce” do “deus solar” torna-se  ENERGIA.

30 mistérios que desafiam o raciocínio humano: A explosão no céu dos Alasca

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Um flash luminoso seguido de uma explosão tão forte que fez a terra tremer ocorreu no Alasca, no dia 8 de janeiro de 1999. Milhares de pessoas testemunharam o fato.
Donald Martins, professor de astronomia na Universidade do Alasca, em Anchorage, não chegou a ver a explosão que emitiu luzes verdes, vermelhas e azuis por todo o Centro-Sul do Alasca. Mas, baseado em depoimentos de testemunhas, ele e outros cientistas acreditam que as luzes vieram de um meteoro, ou fragmento de meteoro, provavelmente do tamanho de uma abóbora, que teria explodido a cerca de 80 km da superfície terrestre.

“É quase certo que tenha sido isso”, comentou ele à imprensa local. “Eles não são incomuns. Mas é muito raro que um deles exploda e possa ser ouvido”. Dezenas de pessoas telefonaram às autoridades locais para informar sobre a explosão, que ocorreu por volta das 22h30. A maioria das testemunhas diz ter visto um imenso flash de luz, seguido, minutos mais tarde, pela explosão. O barulho foi tão violento que estremeceu casas em cidades bem distantes umas das outras, como Palmer, Wasilla, South Anchorage e Sutton.
Gina Gilmore, uma das testemunhas, viu o flash de luz e ouviu a explosão perto de Palmer. Ela conta que foi para a rua e se juntou a outras pessoas. Todos eles pensavam, inicialmente, que se tratava de um meteoro ou estrela cadente. “Mas foi uma explosão tão forte que ficamos pensando se não se tratava de um míssil, alguma coisa elétrica ou algo dos Arquivos-X”. Para reforçar a hipótese de “algo dos Arquivos-X”, três dias antes da explosão, testemunhas observaram um objeto luminoso voando através das Montanhas Chugach. “Imagine uma pedra fria voando em altíssima velocidade na nossa direção e ficando cada vez mais quente”, comenta Greg Durochet, geólogo norte-americano que faz pesquisas no Alasca. “Isso é o que parece ter acontecido”.
Embora possa ser pequeno demais para um meteoro, os cientistas dizem que pode tratar-se de um meteorito – fragmento de meteoro que cai na Terra. E para aguçar ainda mais a curiosidade geral, viajantes e pilotos informaram ter observado uma chuva de pequenos destroços na altura da Milha 141 da Rodovia Parks. Mas a polícia e os cientistas que se dirigiram para lá dizem não ter encontrado nada. Como sempre, ninguém concluiu nada, os destroços e qualquer objeto foi encontrado, todo mundo ficou na duvida e apareceram inúmeras especulações.

30 mistérios que desafiam o raciocínio humano: O Portal de Amaru Muru

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Localizada no conjunto rochoso de Hayu-Marca, “A Cidade dos Espíritos”, próximo do lago Titicaca, há uns 35 Km da cidade de Puno, no Peru. Trata-se de uma reentrância, de forma retangular, esculpida num maciço de pedras que lembra uma porta. De autoria desconhecida, ainda que alguns pensam tratar-se de obra dos antigos habitantes pré-incas (ou seja, anterior ao ano de 1438). Atribui-se a esta porta poderes sobrenaturais e acesso a outras dimensões.

Existem lendas que cercam este monumento. Uma delas conta que há uns 450 anos, um sacerdote do Império Inca, se escondeu nas montanhas para guardar dos conquistadores espanhóis um disco de ouro criado pelos deuses com o fim de curar aos enfermos e para ajudar na iniciação dos sacerdotes-xamãs. Pois bem, este sacerdote, que graças a seus conhecimentos e sabendo o poder da misteriosa porta, a atravessou levando consigo o disco de ouro não regressando jamais.
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Existe também uma história mais recente que conta como, em 1974, grande parte dos integrantes de uma banda de música conseguiram atravessar este portal de onde nunca mais voltaram. O testemunho foi dado pelo resto da banda que não conseguiu atravessá-la. Dizem que eles acharam que tudo não passava de brincadeira e no final das contas, após fazem os gestos que os moradores da região falam que é o modo aqueles que fizeram conseguiram entrar na porta (mãos no batente e cabeça na porta).
portal kidwi (2)
Os habitantes do lugar dizem que é a entrada ao “Templo de la Iluminación de los Dioses Merú” ou “Hayu Marca”, e contam estanhas histórias sobre esta porta, como aquela de que em algumas tardes especiais ela se faz semi-transparente deixando entrever além de seus portais uma cidade iluminada.

Também contam que ao tocar com ambas mãos os lados interiores do batente da porta de pedra e apoiando a cabeça em uma fenda que existe nela, se podem perceber estranhas sensações, tais como, a visão do fogo, melodias musicais e inclusive a visão de túneis que atravessam a montanha.
A porta de Aramu Muru se assemelha à porta do Sol de Tiahuanaco e a cinco restos arqueológicos que, unidos por imaginários traços, formariam uma cruz ao redor do Lago Titicaca.
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